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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

HappyBDayAmyLee!

Te conheci em 2003, quando estava sentado na poltrona do cinema vendo O Demolidor. Ouvi sua voz cantando Bring Me To Life, com os riffs de guitarra do Ben e enlouqueci. Cheguei em casa e fui correndo procurar sobre a trilha sonora do filme, para ver se eu encontrava quem era você, e qual era sua banda; foi quando eu vi: Evanescence. Seria o primeiro dia de uma nova fase na minha vida. 
Baixei a música; e mais algumas. Fiquei completamente enlouquecido pela sua voz. Isso foi em Janeiro de 2003, me lembro muito bem. O Fallen começou a ser vendido e a fazer sucesso em Abril. Comprei o meu. Comecei a virar fã da sua voz, da sua música com o Evanescence, e a minha vida foi mudando completamente desses tempos pra cá.
E quando eu vi seu rosto pela primeira vez? Fiquei encantado, porque eu já sabia que sua voz era maravilhosa… E seu rosto também! Seus olhos, o seu jeito… Tudo isso foi me encantando.
Em Maio, no meu aniversário, já pude me considerar fã número um. Minha festa de aniversário só tocava o Fallen e algumas músicas antigas. Alguns me diziam que eu era muito pequeno pra gostar desses tipos de música, mas eu não ligava. 
Me lembro de tudo isso como se fosse ontem. Todas as aventuras, todas as alegrias, todas as músicas que eu ouvi, as primeiras vezes que eu ouvi as músicas… Lembro de tudo. Os momentos loucos que passei ouvindo novas músicas, momentos loucos quando soube que ia ter um álbum e um DVD ao vivo (2004) e que ia aparecer Missing (até então uma b-side do Fallen não divulgada)… Chorei, chorei muito com tudo em relação à banda. Enlouqueci quando ouvi pela primeira vez o The Open Door (até hoje o meu álbum preferido, e, na minha opinião, o álbum mais bem trabalho e mais bem colocado que eu já ouvi).
E as aventuras que eu passei nas filas dos shows? O meu primeiro show do Evanescence foi em 2007, aqui no Rio. Conheci o John pessoalmente, abracei-o e peguei alguns autógrafos. Quase morri. E quando faltava apenas um minuto para o seu show começar? E eu estava ali, na platéia. Como eu estava? Não sei nem mais dizer, de tão louco que eu estava… Sim, foi um dos melhores dias da minha vida; o meu primeiro show da minha banda preferida.
Então, em 2009, meu segundo show do Evanescence: Maquinária, em São Paulo. Eu não estava esperando por esse show, sinceramente. Foi o melhor show que eu já fui em toda minha vida. Fiquei muito próximo ao palco, peguei quatro palhetas (três do Terry e uma do Tim), e quase morri. 
2011: esse sim foi o grande ano do Evanescence. Rock in Rio, novo álbum, novas experiências… E eu fui no meu terceiro show do Evanescence, que foi no Rock in Rio. Fiquei na grade, esmagado pelas milhares de pessoas que estavam atrás de mim. Mas eu não me importei, porque eu estava ali, na grade, vendo minha banda preferida, no seu primeiro show da turnê nova, pela terceira vez. Eu só chorava, berrava, gritava… Cantava… Eu não sabia fazer outras coisas. 
Mas o dia mais emocionante, sem dúvidas, foi o dia em que eu conheci a ‘menina do Evanescence’, no dia 01 de outubro de 2011, um dia antes do Rock in Rio. Naquele dia, eu tinha acordado às 06:00 da manhã pra sair de casa super cedo, e passar a manhã inteira na porta do hotel, lá em Santa Teresa. E assim foi. Cheguei no hotel às 07:20, e eu não parava de tremer, pois eu sabia que eu ia conhecer a pessoa que mais mudou e mais influenciou a minha vida. Quando deu 11:23, Amy apareceu na bancada do quarto dela no hotel dando tchau. Eu morri. Depois disso, eu só chorava e tremia, e não sabia fazer mais outra coisa. E, além de mim, só tinham mais quatro fãs, e eles só gritavam por ela. Minha tática foi até inteligente: não gritei por ela nenhum momento. Quando deu 12:57, senhora Amy descia da vã na minha frente. Eu gelei. Eu só fui pra frente dela uns dois segundos depois, porque eu vi que ela tinha falado algo pra mim, mas eu não prestei atenção. Abracei-a loucamente, e comecei a chorar. E ela me dizia: “Não chore, não chore… Eu estou aqui.”… Aí sim eu enlouquecia. Enquanto os outros fãs berravam histericamente por ela, eu chorava na minha, de emoção, sem perturbá-la. E ela conversou comigo. Eu não tenho palavras pra descrever como foi viver esse sonho, como foi ter esse sonho realizado… Só de lembrar eu começo a tremer e a chorar.
Diante de tudo isso, eu não tenho palavras realmente. Digo que a senhora Amy Lee mudou a minha vida de uma forma que nunca ninguém mudou. Amy me salvou de tudo possível. Amy abriu novos caminhos na minha vida desde 2003, com sua música, com sua beleza, com sua voz, com tudo. 
E agora, diante ao 30º aniversário da minha única grande ídola, eu só desejo parabéns a ela. Tudo de bom, hoje e sempre, muita saúde, sorte na vida, e que ela nunca mude pra pior, porque ela é perfeita do jeito que ela é. Ela é uma das pessoas mais importantes da minha vida. Se eu sou o que eu sou, foi tudo por causa dela. Ela mudou a minha vida como nunca ninguém mudou.
Por tudo isso e muito mais eu escrevi esse texto contando quase toda minha história em relação ao Evanescence, e a Amy, principalmente. E eu sei que tudo vai dar certo pra ela, pois ela é uma pessoa maravilhosa, ela é maravilhosa do jeito dela. Ela é perfeita do jeito que ela é. 
Parabéns, Amy. Parabéns do fundo do meu coração. Eu só te desejo bem, mais que tudo. Muitos anos de vida, muita saúde, muito sucesso na vida… E tudo de bom, hoje e sempre!
Ass.: Mateus Augusto de Barros Leal Rubim (mais um EvFan nesse mundo gigante).

sábado, 2 de abril de 2011

A triste história de um cão que não merecia passar o que passou.

gabrielcezar:

Quando se adota um cachorro, nao apenas temos um cão de guarda, mas um amigo por toda a sua pequena vida de cachorro.

VALE APENA LER! (y)

1ª semana: Hoje completei uma semana de vida. Que alegria ter chegado a este mundo!1 mês: Minha mamãe cuida muito bem de mim. É uma mãe exemplar!2 meses: Hoje me separaram de minha mamãe. Ela estava muito inquieta e, com seu olhar, disse-me adeus. Espero que a minha nova “família humana ” cuide tão bem de mim como ela o fez.4 meses: Cresci rápido; tudo me chama a atenção. Há várias crianças na casa e para mim são como “irmãozinhos”. Somos muito brincalhões, eles me puxam o rabo e eu os mordo de brincadeira.5 meses: Hoje me deram uma bronca. Minha dona se incomodou porque fiz “pipi” dentro de casa. Mas nunca me haviam ensinado onde deveria fazê-lo. Além do que, durmo no hall de entrada. Não deu para agüentar.

8 meses: Sou um cão feliz! Tenho o calor de um lar; sinto-me tão seguro, tão protegido… Acho que a minha família humana me ama e me consente muitas coisas. O pátio é todinho para mim e, às vezes, me excedo, cavando na terra como meus antepassados, os lobos quando escondiam a comida. Nunca me educam. Deve ser correto tudo o que faço! 12 meses: Hoje completo um ano. Sou um cão adulto. Meus donos dizem que cresci mais do que eles esperavam. Que orgulho devem ter de mim! 13 meses: Hoje me acorrentaram e fico quase sem poder movimentar-me até onde tem um raio de sol ou quando quero alguma sombra. Dizem que vão me observar e que sou um ingrato. Não compreendo nada do que está acontecendo. 15 meses: Já nada é igual… Moro na varanda. Sinto-me muito só. Minha família já não me quer! Às vezes esquecem que tenho fome e sede. Quando chove, não tenho teto que me abrigue… 16 meses: Hoje me desceram da varanda. Estou certo de que minha família me perdoou. Eu fiquei tão contente que pulava com gosto. Meu rabo parecia um ventilador. Além disso, vão levar-me a passear em sua companhia! Nos direcionamos para a rodovia e, de repente, pararam o automóvel. Abriram a porta e eu desci feliz, pensando que passaríamos nosso dia no campo. Não compreendo porque fecharam a porta e se foram. “Ouçam, Esperem!” lati… se esqueceram de mim… Corri atrás do carro com todas as minhas forcas. Minha angústia crescia ao perceber que quase perdia o fôlego e eles não paravam. Haviam me esquecido. 17 meses: Procurei em vão achar o caminho de volta ao lar. Estou e sinto-me perdido! No meu caminho existem pessoas de bom coração que me olham com tristeza e me dão algum alimento. Eu lhes agradeço com o meu olhar, desde o fundo de minha alma. Eu gostaria que me adotassem: seria leal como ninguém! Mas somente dizem: “pobre cãozinho, deve ter se perdido.” 

18 meses: Um dia destes, passei perto de uma escola e vi muitas crianças e jovens como meus “irmãozinhos”. Aproximei-me e um grupo deles, rindo, me jogou uma chuva de pedras “para ver quem tinha melhor pontaria”. Uma dessas pedras feriu-me o olho e desde então, não enxergo com ele. 19 meses: Parece mentira quando estava mais bonito, tinham compaixão de mim. Já estou muito fraco; meu aspecto mudou. Perdi o meu olho e as pessoas me mostram a vassoura quando pretendo deitar-me numa pequena sombra. 20 meses: Quase não posso mover-me! Hoje, ao tentar atravessar a rua por onde passam os carros, um me jogou! Eu estava no lugar seguro chamado “calçada”, mas nunca esquecerei o olhar de satisfação do condutor, que até se vangloriou por acertar-me. Quisera que tivesse matado! Mas só me deslocou as cadeiras! A dor é terrível! Minhas patas traseiras não me obedecem e com dificuldade arrastei-me até a relva, na beira do caminho… Faz dez dias que estou embaixo do sol, da chuva, do frio, sem comer. Já não posso mexer-me! A dor é insuportável! Sinto-me muito mal; fiquei num lugar úmido e parece que até o meu pelo esta caindo…Algumas pessoas passam e nem me vêem; outras dizem: “não chegue perto”. Já estou quase inconsciente; mas alguma força estranha me faz abrir os olhos. A doçura de sua voz me fez reagir. “Pobre cãozinho, olha como te deixaram”, dizia… junto com ela estava um senhor de avental branco. Começou a tocar-me e disse: “Sinto muito senhora, mas este cão já não tem remédio”. É melhor que pare de sofrer”. A gentil dama, com as lágrimas rolando pelo rosto, concordou. Como pude, mexi o rabo e olhei-a, agradecendo-lhe que me ajudasse a descansar. Somente senti a picada da injeção e dormi para sempre, pensando em porque tive que nascer se ninguém me queria..

Quando se adota um cachorro, não apenas temos um cão de guarda, mas um amigo por toda a sua pequena vida de cachorro.

1ª semana: Hoje completei uma semana de vida. Que alegria ter chegado a este mundo!
1 mês: Minha mamãe cuida muito bem de mim. É uma mãe exemplar!

2 meses: Hoje me separaram de minha mamãe. Ela estava muito inquieta, e, com seu olhar, disse-me adeus. Espero que a minha nova “família humana ” cuide tão bem de mim como ela o fez.

4 meses: Cresci rápido; tudo me chama a atenção. Há várias crianças na casa e para mim são como “irmãozinhos”. Somos muito brincalhões, eles me puxam o rabo e eu os mordo de brincadeira.

5 meses: Hoje me deram uma bronca. Minha dona se incomodou porque fiz “pipi” dentro de casa. Mas nunca me haviam ensinado onde deveria fazê-lo. Além do que, durmo no hall de entrada. Não deu para agüentar.
8 meses: Sou um cão feliz! Tenho o calor de um lar; sinto-me tão seguro, tão protegido… Acho que a minha família humana me ama e me consente muitas coisas. O pátio é todinho para mim e, às vezes, me excedo, cavando na terra como meus antepassados, os lobos quando escondiam a comida. Nunca me educam. Deve ser correto tudo o que faço!

12 meses: Hoje completo um ano. Sou um cão adulto. Meus donos dizem que cresci mais do que eles esperavam. Que orgulho devem ter de mim!

13 meses: Hoje me acorrentaram e fico quase sem poder movimentar-me até onde tem um raio de sol ou quando quero alguma sombra. Dizem que vão me observar e que sou um ingrato. Não compreendo nada do que está acontecendo.

15 meses: Já nada é igual… Moro na varanda. Sinto-me muito só. Minha família já não me quer! Às vezes esquecem que tenho fome e sede. Quando chove, não tenho teto que me abrigue…

16 meses: Hoje me desceram da varanda. Estou certo de que minha família me perdoou. Eu fiquei tão contente que pulava com gosto. Meu rabo parecia um ventilador. Além disso, vão levar-me a passear em sua companhia! Nos direcionamos para a rodovia e, de repente, pararam o automóvel. Abriram a porta e eu desci feliz, pensando que passaríamos nosso dia no campo. Não compreendo porque fecharam a porta e se foram. “Ouçam, esperem!” Lati… Se esqueceram de mim… Corri atrás do carro com todas as minhas forças. Minha angústia crescia ao perceber que quase perdia o fôlego e eles não paravam. Haviam me esquecido.

17 meses: Procurei em vão achar o caminho de volta ao lar. Estou e sinto-me perdido! No meu caminho existem pessoas de bom coração que me olham com tristeza e me dão algum alimento. Eu lhes agradeço com o meu olhar, desde o fundo de minha alma. Eu gostaria que me adotassem: seria leal como ninguém! Mas somente dizem: “pobre cãozinho, deve ter se perdido.” 
18 meses: Um dia destes, passei perto de uma escola e vi muitas crianças e jovens como meus “irmãozinhos”. Aproximei-me e um grupo deles, rindo, me jogou uma chuva de pedras “para ver quem tinha melhor pontaria”. Uma dessas pedras feriu-me o olho e desde então, não enxergo com ele.

19 meses: Parece mentira quando estava mais bonito, tinham compaixão de mim. Já estou muito fraco; meu aspecto mudou. Perdi o meu olho e as pessoas me mostram a vassoura quando pretendo deitar-me numa pequena sombra.

20 meses: Quase não posso mover-me! Hoje, ao tentar atravessar a rua por onde passam os carros, um me jogou! Eu estava no lugar seguro chamado “calçada”, mas nunca esquecerei o olhar de satisfação do condutor, que até se vangloriou por acertar-me. Quisera que tivesse matado! Mas só me deslocou as cadeiras! A dor é terrível! Minhas patas traseiras não me obedecem e com dificuldade arrastei-me até a relva, na beira do caminho…

Faz dez dias que estou embaixo do sol, da chuva, do frio, sem comer. Já não posso mexer-me! A dor é insuportável! Sinto-me muito mal; fiquei num lugar úmido e parece que até o meu pelo está caindo… Algumas pessoas passam e nem me vêem; outras dizem: “não chegue perto”. Já estou quase inconsciente; mas alguma força estranha me faz abrir os olhos. A doçura de sua voz me fez reagir. “Pobre cãozinho, olha como te deixaram”, dizia… Junto com ela estava um senhor de avental branco. Começou a tocar-me e disse: “Sinto muito senhora, mas este cão já não tem remédio. É melhor que pare de sofrer."

A gentil dama, com as lágrimas rolando pelo rosto, concordou. Como pude, mexi o rabo e olhei-a, agradecendo-lhe que me ajudasse a descansar. Somente senti a picada da injeção e dormi para sempre, pensando em porque tive que nascer se ninguém me queria...

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Saudades de tudo.


O amor cria oportunidade de amar várias vezes. Foi isso que Mariana, filha de um casal judeu, fez durante três anos. Ela era uma menina pobre, morava no sul do Brasil, no estado de Rio Grande do Sul, na capital. Era uma menina feliz e não sabia. Quando Mariana completou seus 12 anos, a família resolveu mudar de lugar. Foram morar na cidade do Rio de Janeiro, onde ficava Copacabana, Cristo Redentor, Pão-de-Açúcar, e outras coisas turísticas, uma das mais importantes do mundo. Mariana era uma criança bem feliz quando se mudara pra uma das metrópoles do Brasil. Ainda brincara de boneca e ainda gostara de músicas infantis. Quando, ao ir para a futura escola onde estudaria com a mãe, para se matricular, viu um garoto no pátio dessa escola. Ela, esperando a mãe a matricular na escola, foi falar com o garoto. "Oi, como você se chama?", fora o que mariana havia perguntado para o garoto, que a havia lhe respondido com um simples olhar e lhe dizendo o nome, que era Ricardo. Os dois ficaram conversando praticamente a tarde inteira, até a mãe terminar de fazer a matrícula. Ao terminar de fazer a matrícula, Izabel, a mãe de Mariana, a havia procurado por toda a escola, que por sinal era grande. Ao ver que sua filha estava conversando com um estranho, gritou-a: "Mariana, já pra casa! Terminei de fazer sua matrícula, vamos embora!". A garota não foi embora de imediato. Pediu o telefone de Ricardo. No dia seguinte, Mariana ligou para Ricardo e ficaram conversando durante horas no telefone. Escondida da mãe, Mariana marcou um encontro com Ricardo no shopping. E neste dia Ricardo a pediu em namoro. Ela aceitou e os dois se beijaram. Mariana beijou muito bem, para quem nunca tinha beijado ninguém, para quem nunca tinha amado nem gostado de ninguém. No primeiro dia de aula daquele ano Mariana avistou Ricardo de longe, que era de duas séries avançadas da dela. No recreio, ficaram conversando, durante os 30 minutos inteiros. E assim eram as vidas dos dois até ela completar 15 anos. A mãe de Mariana já sabia da história toda e o convidou para dançar com a filha na festa de debutantes dela. Os dois dançaram lindamente naquela noite, sendo que no dia seguinte Mariana acordou aos braços de Ricardo. Os dois haviam tido a sua primeira vez, embora nenhum deles sabiam como tinha acontecido aquilo. Duas semanas depois Mariana descobriu que estava grávida. Ela havia contado logo pra Ricardo ao descobrir, sendo que ele a abandonara. Mariana completou 20 anos, cheios de mágoas, com o filho de 4 anos para criar. Sua mãe havia morrido de desgosto pela filha e Ricardo nunca mais aparecera. Um dia, ao levar o filho ao médico, Mariana havia visto uma pessoa que parecia aquele amor que ela havia perdido à cinco anos. Pois era. Os dois se reconheceram, e, em prantos, Ricardo a abraçou. Os dois viveram felizes, até o dia que Ricardo morre, aos braços de Mariana. Ela, desesperada, não sabendo o que fazer, quase enfartou na hora. Dois dias depois, no enterro, ao jogar a rosa de despedida, Mariana desmaia. Ela é levada ao pronto-socorro mais próximo, e, naquela noite, Mariana havia deixado seu filho, de 7 anos. Mariana havia falecido. O filho de Mariana viveu nas ruas, abandonado, carente, sem ninguém. Hoje, Pedro, filho do casal, é um grande médico, pois o amor que os pais tinham um pelo outro ajudou, lá de cima, o filho a ser alguém na vida.

sábado, 18 de setembro de 2010

gothic and loved.


Lá no fim do mundo existia uma mulher chamada Beth Gonna. Ela morava em um lugar único, em Los Angeles, na California, EUA. Desde menininha Beth nunca chegou a ter amizades. Ela era reservada, não tinha muito com quem se comunicar, afinal ela era uma menina única, seus pais a odiavam por ser assim e eles já tiveram a coragem de mandá-la pro orfanato três meses, mas depois sempre era a mesma história: eles se arrependiam e a levavam para casa novamente. Mas teve um dia que ela resolveu mudar completamente. Foi para um acampamento de férias, brincou muito, fez muitas besteiras lá e no fim descobriram que ela era gótica. Aos 14 anos de idade ela foi apresentada por um garoto guitarrista chamado Bennes Harley da sala dela na escola, e assim eles formaram uma dupla. Se chamava Gothic o nome da banda, o que combinava muitíssimo com Beth. No final dos anos 90, precisamente em 1999, os dois se apresentaram num festival de rock gótico no bairro onde moravam, assim todo mundo gostou e eles ficaram em primeiríssimo lugar. No ano seguinte mais três pessoas entraram para a banda, um outro guitarrista, um baterista e um baixista. A partir daí puderam se apresentar em várias casas de shows e chegaram a lotar um estádio em New York. Assim um produtor musical os ouviu cantando e os chamou para gravarem um disco. No ano de 2001, o mundo inteiro já conhecia Gothic, com quatro videoclipes produzidos, com sete EPs nas lojas e com um CD bombando nas rádios. Seus primeiros sucessos foram Live me Love, Don't Forget You, Millions e Japonese. Todas essas músicas sairam em videoclipe e logo puderam rodar o mundo numa turnê. E em meio da turnê Beth Gonna e Benner Harley tiveram um grande caso de amor. Já no ano de 2004 eles voltaram em estúdio para gravar outro disco, e Beth Gonna e Benner Harley já estavam casados e ela estava grávida. Em seguida deste disco, Gothic gravou dois DVDs ao vivo, um no Brasil e outro na França. No Brasil, eles lotaram o estádio do Maracanã no Rio de Janeiro e em São Paulo eles lotaram o estádio do Morumbi. Parecia uma final de Fluminense vs. Flamengo. E em meio dessa segunda turnê Benner Harley abandonou a banda e meses depois a mulher. Todos os outros integrantes, principalmente Beth, ficaram sofridos durante esse tempo sem Benner, pois ele era o guitarrista principal. Beth decidiu abandonar a banda. Estava tudo acabado, Gothic não existia sem Beth e Benner, e a banda acabou. Beth e Benner tiveram um lindo caso de amor, dois góticos apaixonados. Eles se combinavam. Atualmente Beth está morta com seu filho e seu segundo marido. Benner também está morto. Acreditam que toda noite, às 3 horas da manhã, os dois se encontram no mesmo lugar que se viram pela primeira vez e cantam bem alto para todo mundo ouvir. E sempre a mesma música: Gothic and Loved.

domingo, 20 de junho de 2010

Memorial de Campo Grande no Rio de Janeiro

Naquela época, era diferente. Viam-se mortos sobre a mesa, perto do mar, no horizonte. Cantavam uma incelença pedindo a bênção de tudo que já foi dito. Mas, naquele caso era diferente.
Era uma noite escura, perdendo forças a cada mediação de tempo. Viam-se famílias passeando, ouvindo música, naquela lenta habitação que tinha Campo Grande, zona oeste do Rio de Janeiro. Talvez na passagem da  avenida Brasil continuasse assim. A lua fermentava-se junto com as estrelas, formando claridade, sem alguma
lâmpada na estrada. Era longe do centro, e ainda é. Se passarmos por ali veremos algo claro, rural, marcado pela época que foi a década de 60, terminantemente acabada a obra final de memorização daquele bairro.
Até hoje lembram-se daquele dia que foi 23 de setembro de 1966. Formou um medo total, sem alguma marcação na avenida, sem nenhum automóvel passando por aquela via que era parte da BR-101, que cruza a região Sudeste.
Aquelas pessoas livremente passando por aquela via próxima ao centro, que ligava ao centro do Rio de Janeiro, não imaginariam o que viria a seguir, naquele momento. Elas estavam felizes, sem imaginar qual o que iria acontecer naquele todo. Haviam pequenas construções de casas, sem nenhum habitante.
As pessoas no caminho estavam vendo uma luz no fundo da avenida Brasil, era um caminhão gigantesco. Não posso dizer que foi acidente, pois não foi. Desceu uma pessoa rendada de felicidade, com coração calmo e vazio, atirando-lhes algo que parecia conhecido.
Ele pegou algo do seu bolso, algo da memória. Não me lembro bem o que era, se era uma arma ou um revólver, mas sei que atirou-lhe a sete chaves para o céu, mandando aquelas pobres pessoas se retirarem, e logo em seguida atirou pesado, e, ao mesmo tempo, vagarosamente, para alguém. Quem teve a pesada bala nas costas, simplesmente, foi aquela mulher que lutou pela independência daquele bairro, e que queria transformar aquela parte em município.
Patrícia, vamos chamá-la assim, pois seu nome ninguém sabia. Ela vinha do sul, no ano de 1960, para trabalhar na unificação da avenida das Bandeiras com a novíssima avenida Brasil. Não tinha ninguém, vivia sozinha desde que nasceu. Quem a ensinou a ler, a escrever e a trabalhar foi a sua parteira, Maria das Dores. Patrícia tinha 20 anos completos quando veio para o Rio de Janeiro. Poucos sabiam da sua vida particular, pois morava ali, em uma das raras casas à beira da avenida Brasil. O contrato que ela fizera com a empresa da avenida foi até acabar a obra, mas ela ficou até a morte. Em 1964 criou o partido UCG, sigla de Unidos de Campo Grande, que hoje está esquecido na memória daquele bairo, quase uma cidade.
Lutou pela unificação de Bangu, Santa Cruz, Sepetiba, Guaratiba e Campo Grande, para se tornar a cidade de Campo Grande. Durante esses dois anos perdidos na memória de Campo Grande, Patrícia lutou pela independência, como, anos atrás, lutaram pela do Brasil. Quando sua mãe de criação, a Maria das Dores faleceu, ela não se unificou junto com a morte. Vivia sempre séria, com o apelido de Santa de Campo Grande. O povo daquele lugar com menos de 3 mil habitantes a conhecia por esse nome. Ninguém sabia dela, só se sabia que ela veio do Sul trabalhar nas obras de unificação da avenida Brasil. Se ela tinha nome, qual o nome dela, ninguém sabia. Se era santa de verdade ou uma pilantra qualquer, ninguém sabia. Se tinha filhos, ninguém sabia. Ela era recheada de mistérios, porém, como todos estes segredos, o povo confiou-lhe a mão de trabalhar juntos.
No dia seguinte da morte, Campo Grande estava em prantos, sagrando aquele corpo de uma santa, que nem mesa tinha, nem caixão. Só tinha um barco, para ser levada a véus, a sete palmos do chão, que singrará a sete céus até chegar naquele lugar que ela queria desejado. Posso dizer o mesmo para o querido Saramago, posso sim. Aquele escritor fabuloso que desejou muitas pessoas e que foi desejado naquele romance límpido que escrevera e deixaste o amor levá-lo enfim, para onde está essa santa Patrícia, a Santa de Campo Grande.
Levaram ela para Sepetiba, jogaram-lhe o corpo no barco, com todos os sentimentos, as lágrimas do pranto das pessoas daquele Campo Grande, daquela zona oeste saudosa. O último adeus deram-lhe, sem saber ao menos o seu nome. Queriam que ela virasse santa, tal qual não aconteceu. Mas na memória este episódio irá ficar.
Naquela época, era diferente. Viam-se mortos sobre a mesa, perto do mar, no horizonte. Cantavam uma incelença pedindo a bênção de tudo que já foi dito. Mas, naquele caso foi diferente.